Conventions & Maintenance Rules¶
Este arquivo governa como a coleção cresce sem virar uma taxonomia inconsistente.
1. Critério para criar um novo datasheet¶
Um novo arquivo de domínio só é justificado quando muda de forma material ao menos um destes eixos:
Não criar arquivo separado apenas porque existe:
- novo produto;
- novo checkpoint;
- novo acrônimo;
- novo sampler;
- nova UI;
- nova técnica de adaptação.
Esses pertencem ao documento cujo mecanismo já cobre a novidade.
2. Estrutura canônica de um datasheet¶
Quando aplicável, seguir esta ordem:
- Scope & boundary
- Canonical computational graph
- Representation / state tensors
- Governing equations
- Architecture parameters
- Training/objective parameters
- Inference controls
- Coupling matrix
- Compute/memory model
- Observables
- Failure surfaces
- Experimental protocol
- Backend/tool mapping
- Snapshot tecnológico datado
- References
Nem todo arquivo precisa de todas as seções, mas a ausência deve ser intencional.
3. Provenance tags¶
Usar as definições canônicas de 19_PARAMETER_GLOSSARY_AND_REGISTRY.
Tags principais:
ARCH
MODEL
OBJ
DATA
TRAIN
ALIGN
PEFT
DISTILL
MERGE
GEN
COND
INF
STATE
BACKEND
PIPE
INDEX
EVAL
SEC
UI
HEURISTIC
COND identifica entradas ou representações que condicionam a predição, como speaker embedding ou imagem de referência.
Uma variável pode ter mais de uma tag quando cruza camadas.
4. Níveis de afirmação¶
Toda frase técnica deve cair, implicitamente ou explicitamente, em uma destas classes:
Identity / definition¶
Verdade por definição.
Exemplo:
Architecture fact¶
Verdade para uma família/modelo específico.
Exemplo:
determinado modelo usa GQA.
Exige fonte/snapshot quando contemporâneo.
Approximation¶
Modelo útil de engenharia.
Exemplo:
Aqui, b é bytes por elemento em cache, B é o batch size, T é o comprimento em cache por sequência, L é o número de camadas, n_kv é o número de KV heads e d_h é sua dimensão. A estimativa cobre o payload dos tensores K/V de um cache denso e uniforme MHA/GQA/MQA, com dimensões iguais de K e V, excluindo overhead de alocação/metadados. Sliding window, MLA, caches comprimidos ou comprimentos variáveis exigem adaptar a estimativa.
Declarar hipóteses quando necessário.
Empirical regularity¶
Comportamento observado em regimes comuns.
Exemplo:
CFG muito alto frequentemente degrada imagem em determinada família.
Heuristic¶
Recomendação operacional.
Deve ser claramente separada da matemática.
Vendor/UI behavior¶
Só vale para produto/backend identificado.
5. Regra “phenomenology ≠ mechanism”¶
Dois knobs podem produzir percepção parecida sem serem equivalentes.
Exemplo:
mesmo que ambos possam alterar percepção de “liberdade”.
Nunca converter analogia perceptual em equivalência matemática.
6. Símbolos¶
Símbolos são locais ao domínio quando houver colisão.
Regras:
- \(\mathcal L\) reservado para loss sempre que possível;
- \(\theta\) para learned parameters;
- \(B\) para batch;
- \(T\) para comprimento/tempo, sempre contextualizado;
- \(d\) para dimension;
- \(r\) para low-rank rank quando em PEFT;
- \(\eta\) para learning rate em training;
- \(\tau\) para contrastive/calibration temperature quando definido;
- \(s\) para CFG/guidance quando definido.
Ver colisões em 19_PARAMETER_GLOSSARY_AND_REGISTRY.
7. Tensor shapes¶
Sempre explicitar ordem quando shape importa.
Preferências:
Sequência¶
Imagem latente¶
Vídeo¶
ou outra ordem desde que declarada.
Não assumir automaticamente convenção de framework.
8. Unidades¶
Memória¶
Preferir GiB/MiB quando calculada em base binária.
Storage comercial¶
GB/TB podem ser decimais quando reproduzindo especificação do fabricante.
Bandwidth¶
Especificar GB/s ou GiB/s quando precisão importar.
Tempo¶
ms/s.
Throughput¶
Sempre nomear unidade:
- tokens/s;
- samples/s;
- frames/s;
- requests/s.
9. Snapshot policy¶
A coleção mistura dois tipos de conhecimento.
Núcleo durável¶
Equações, definições, taxonomias.
Não devem depender da data.
Snapshot tecnológico¶
- modelos atuais;
- backend features;
- library support;
- benchmarks ativos;
- specs/protocolos.
Sempre incluir data no cabeçalho global updated: e, quando necessário, na seção snapshot.
10. Source policy¶
Para claims contemporâneos, priorizar:
- paper original;
- documentação oficial;
- repositório oficial;
- standard/framework body;
- survey confiável.
Evitar usar post secundário como fonte principal quando original existe.
11. Cross-link policy¶
Cada edição tem seu próprio diretório: docs/en-US/ ou docs/pt-BR/.
Usar links Markdown com destinos relativos e extensão .md:
[02_LLM_TRANSFORMER_INFERENCE_DATASHEET](02_LLM_TRANSFORMER_INFERENCE_DATASHEET.md)
Resolver cada destino em relação ao arquivo atual; manter links na mesma edição, salvo quando a troca de idioma for intencional.
12. File naming¶
Datasheets numerados:
NN_UPPER_SNAKE_CASE_DATASHEET.md
Exceções já estabelecidas devem manter o nome para não quebrar backlinks.
Arquivos meta não precisam de número:
CONVENTIONS.md
CHANGELOG.md
13. Rename policy¶
Não renomear arquivo existente sem:
- atualizar todos os links Markdown;
- registrar no CHANGELOG;
- idealmente manter alias/note de migração.
Knowledge management favorece estabilidade de identificadores.
14. Canonical parameter naming¶
Quando termo colide, usar nome qualificado:
- Sampling Temperature;
- Contrastive Temperature;
- Distillation Temperature.
Não usar um nome curto ambíguo em tabela transversal.
15. Backend-specific parameters¶
Registrar como:
canonical concept → backend alias
Exemplo:
Context Length → n_ctx / num_ctx / context_length
Não criar conceito novo para cada alias.
16. UI knobs¶
Toda variável de UI deve carregar UI até que o mapeamento seja conhecido.
Exemplo:
"Creativity" [UI]
Somente após documentação:
Creativity → temperature + top-p
se isso for realmente o que o produto faz.
17. Presets¶
Preset não pertence ao núcleo matemático.
Colocar em seção:
Empirical operating points
com:
- modelo/família;
- backend;
- data;
- finalidade.
Nunca escrever “golden setup” universal.
18. Ranges¶
Separar:
- mathematical domain;
- backend accepted range;
- empirical useful range.
Exemplo:
Sampling Temperature:
é domínio matemático.
Uma UI que limita 0..2 é implementação.
19. Reproducibility language¶
Nunca escrever:
mesma seed = mesmo resultado
como lei universal.
Usar:
20. Physical cost¶
Sempre que parâmetro aumentar dimensão relevante, tentar mostrar impacto em:
- VRAM;
- RAM;
- bandwidth;
- FLOPs;
- latency;
- storage.
Exemplo:
é mais útil que simplesmente “context aumenta VRAM”.
21. Coupling matrices¶
Quando possível, tabela deve explicitar:
parameter ↑ → primary effect → secondary effect → failure surface
Não usar setas monotônicas quando relação é não-monotônica.
22. Observables¶
Toda seção de controles deveria, quando possível, apontar para variável mensurável.
Ideal:
Isso transforma tuning em experimento.
23. Evaluation policy¶
Toda recomendação comparativa importante deve poder ser testada conforme 17_EVALUATION_BENCHMARK_EXPERIMENTATION_DATASHEET.
Evitar:
- single-seed conclusion;
- benchmark score sem version;
- leaderboard sem system definition;
- subjective impression apresentada como fato.
24. Security policy¶
Nenhum prompt deve ser tratado como security boundary.
Security controls devem aparecer em:
- authn/authz;
- sandbox;
- validation;
- tool scope;
- runtime policy;
- logs/audit;
- rollback.
Veja 18_SECURITY_ROBUSTNESS_FAILURE_MODES_DATASHEET.
25. Deprecation¶
Conteúdo envelhecido não deve sumir sem explicação se for historicamente útil.
Marcar:
LEGACY
MODEL-SPECIFIC
SUPERSEDED
Explicar por que deixou de ser universal.
26. Changelog discipline¶
Toda mudança estrutural deve entrar em CHANGELOG.
Mudanças menores de typo não precisam de entrada individual.
Registrar:
- data;
- arquivos afetados;
- mudança conceitual;
- breaking rename, se houver.
27. Definition of done para novo datasheet¶
Antes de considerar final:
- [ ] scope definido;
- [ ] computational graph;
- [ ] representação/state;
- [ ] equações centrais;
- [ ] parâmetros classificados;
- [ ] custo físico quando relevante;
- [ ] observáveis;
- [ ] failure surfaces;
- [ ] cross-links;
- [ ] snapshot datado;
- [ ] referências;
- [ ] links Markdown relativos válidos;
- [ ] fórmulas/fences balanceados.
28. Filosofia editorial¶
A coleção não deve responder apenas:
“qual botão eu mexo?”
Ela deve permitir reconstruir:
E, no lifecycle completo:
Esse é o contrato epistemológico da coleção.