Training, Alignment & Adaptation Datasheet — SOTA++ 2026¶
Inferência começa em \(\theta\). Este documento explica como \(\theta\) chegou ali: dados, objetivos, otimização, SFT, preference optimization, RL, PEFT, distillation, merging, pruning e continual adaptation.
A fronteira conceitual é:
O mesmo backbone pode produzir comportamentos radicalmente diferentes dependendo do dataset, objective, optimizer trajectory e pós-treinamento.
Veja também:
- 01_GUT_GENERATIVE_AI_UNIFIED_ENGINEERING
- 02_LLM_TRANSFORMER_INFERENCE_DATASHEET
- 12_REWARD_VERIFIER_JUDGE_DATASHEET
- 17_EVALUATION_BENCHMARK_EXPERIMENTATION_DATASHEET
- 09_LOCAL_AI_INFERENCE_RUNTIME_DATASHEET
1. O grafo completo de treinamento¶
Uma visão útil é:
raw data
↓
filter / license / quality / safety
↓
deduplicate / normalize / tokenize
↓
mixture construction / curriculum / packing
↓
PRETRAIN
↓
base model θ₀
↓
SFT / instruction tuning
↓
preference / reward / verifier training
↓
offline preference optimization or online RL
↓
distillation / PEFT / domain adaptation / merge
↓
checkpoint θ*
↓
quantization / runtime packaging
↓
inference
Não existe um único “training step”. Existem múltiplos operadores de atualização aplicados em fases diferentes.
2. A equação universal de atualização¶
Para parâmetros \(\theta\), loss \(\mathcal L\) e learning rate \(\eta\):
onde \(u_t\) é a direção de atualização produzida pelo optimizer a partir dos gradientes e de seu estado, incluindo momentum, scaling adaptativo ou weight decay desacoplado quando usados. Para SGD de minibatch sem momentum nem weight decay:
O gradiente no minibatch \(B_t\) estima o gradiente do objetivo de treinamento.
A loss define o que é desejável.
O optimizer define como nos movemos no espaço de parâmetros.
O dataset define quais regiões desse espaço recebem sinal.
Como diagrama qualitativo de dependências:
3. Data pipeline — o primeiro controle real¶
3.1 Dataset mixture¶
Considere datasets \(D_i\) e pesos \(w_i\):
com:
Os pesos da mistura são um hyperparameter comportamental.
Alterar \(w_i\) muda a distribuição sobre a qual o modelo aprende.
3.2 Quantity ≠ diversity ≠ quality¶
Mais tokens não significam automaticamente mais informação útil.
Uma decomposição conceitual:
Duplicação excessiva reduz novidade e pode aumentar memorization.
3.3 Deduplication¶
Pode ocorrer em diferentes granularidades:
- documento;
- sequência;
- substring / n-gram;
- semantic embedding;
- perceptual hash para mídia.
O objetivo é reduzir:
sem destruir repetições semanticamente legítimas.
3.4 Contamination¶
Se um item de avaliação \(e\) ou uma transformação quase equivalente aparece no treino:
então o benchmark deixa de medir puramente generalização.
Contamination é problema de training data governance e de evaluation design.
Veja 17_EVALUATION_BENCHMARK_EXPERIMENTATION_DATASHEET.
3.5 Synthetic data¶
Pipeline típico:
O ganho depende de:
Há risco de:
- teacher bias amplification;
- error amplification;
- style collapse;
- synthetic monoculture;
- loss of tail distribution.
4. Tokenization e packing também são training parameters¶
Após tokenizer:
Treino normalmente usa janelas de comprimento \(L\).
Sem packing eficiente, padding desperdiça compute:
Sequence packing concatena exemplos para aproximar:
mas exige cuidado com:
- attention masks;
- document boundaries;
- position reset;
- cross-example leakage.
5. Pretraining objectives¶
5.1 Causal language modeling¶
É o objective clássico de decoder-only AR.
5.2 Masked modeling¶
Para conjunto de posições \(M\):
Veja 02_LLM_TRANSFORMER_INFERENCE_DATASHEET.
5.3 Contrastive learning¶
Aqui \(\tau>0\) é contrastive temperature, não sampling temperature. O denominador inclui o exemplo positivo e os demais exemplos candidatos.
Veja 11_EMBEDDING_RETRIEVAL_RERANKER_DATASHEET.
5.4 Diffusion / flow objectives¶
Diffusion-style:
Treino pode minimizar:
ou parametrizações equivalentes.
Flow matching:
Veja 04_IMAGE_GENERATION_DIFFUSION_FLOW_DATASHEET.
6. Optimization mechanics¶
6.1 Effective batch¶
Com microbatch \(B_m\), gradient accumulation \(G\) e data-parallel world size \(W\):
Em tokens:
É frequentemente melhor comparar treino por tokens por update do que por “batch size” nominal.
6.2 Learning rate¶
é um dos knobs de maior sensibilidade.
Muito baixo:
Muito alto:
- divergence;
- catastrophic forgetting;
- reward collapse;
- loss spikes.
6.3 Warmup¶
Uma forma linear:
Reduz passos agressivos enquanto optimizer statistics e activations ainda se estabilizam.
6.4 AdamW — visão mecânica¶
Momentos:
Atualização simplificada:
Parâmetros fundamentais:
- learning rate \(\eta\);
- \(\beta_1\);
- \(\beta_2\);
- \(\epsilon\);
- weight decay \(\lambda\).
6.5 Gradient clipping¶
Global norm, para \(g\neq0\) e limiar \(c>0\):
Para \(g=0\), defina \(g'=0\). Isso limita a norma do gradiente; a atualização dos parâmetros também depende do optimizer.
Não corrige uma loss mal especificada.
7. Precision de treinamento¶
Estados podem viver em precisões diferentes:
Exemplos:
- FP32;
- BF16;
- FP16;
- FP8 em pipelines suportados;
- 4-bit frozen base em QLoRA.
Mixed precision busca reduzir memória/compute mantendo estabilidade numérica.
8. Memory model do full fine-tuning¶
A regra ingênua:
é insuficiente.
Treino inclui aproximadamente:
onde:
- \(M_W\): pesos;
- \(M_G\): gradients;
- \(M_{opt}\): optimizer state;
- \(M_A\): activations.
Com Adam-like optimizers, optimizer states podem superar o tamanho dos próprios pesos.
Veja 09_LOCAL_AI_INFERENCE_RUNTIME_DATASHEET.
9. Gradient checkpointing¶
Sem checkpointing, muitas activations intermediárias são guardadas.
Checkpointing troca memória por recompute:
É uma alavanca de runtime de treino, não uma mudança na função-objetivo.
10. Distributed training¶
Data parallelism¶
Replica modelo, divide batch.
Tensor parallelism¶
Divide operações/tensores dentro de uma camada.
Pipeline parallelism¶
Divide camadas em stages.
FSDP / ZeRO-style sharding¶
Particiona:
- parameters;
- gradients;
- optimizer states.
A topologia de comunicação passa a ser parte importante do custo:
11. Supervised Fine-Tuning — SFT¶
Dataset:
Loss:
onde \(m\) define quais tokens participam da loss.
11.1 Completion-only loss¶
Se tokens de prompt têm máscara zero:
Isso evita ensinar o modelo a predizer o próprio prompt quando a finalidade é instruction following.
11.2 Chat template é parte do treinamento¶
Mensagens são serializadas em tokens especiais.
Usar serialização de mensagens ou convenções de tokens de controle incompatíveis com o treinamento pode causar regressão relevante na inferência. A compatibilidade envolve papéis, limites e semântica dos tokens; não exige identidade byte a byte entre um exemplo completo de treino e um prefixo de inferência.
Chat template não é cosmética de frontend.
12. Instruction tuning versus knowledge injection¶
Fine-tuning pequeno é excelente para:
- formato;
- estilo;
- política de resposta;
- workflow;
- tarefa específica.
É menos confiável como mecanismo principal de factual knowledge injection.
Uma aproximação conceitual:
mais do que:
Para conhecimento mutável, retrieval frequentemente é melhor.
13. Preference data¶
Uma amostra pairwise:
onde:
- \(y_w\): preferred/chosen;
- \(y_l\): rejected.
O dado não contém apenas “qualidade”. Ele incorpora a distribuição de preferências do anotador/judge.
Veja 12_REWARD_VERIFIER_JUDGE_DATASHEET.
14. Reward modeling¶
Reward model:
Bradley–Terry:
Loss:
O reward é uma proxy learned objective.
Portanto:
necessariamente.
15. RLHF clássico¶
Pipeline simplificado:
SFT policy
↓
collect preferences
↓
train reward model
↓
online policy optimization
↓
aligned policy
Uma objective abstrata:
Para cada prompt \(x\), o KL compara as distribuições condicionais de saída. Use \(\beta>0\) e suporte da reference policy onde a policy otimizada tem probabilidade positiva; o treino calcula a média do objetivo sobre prompts. O termo KL penaliza drift.
16. PPO-style post-training¶
PPO usa clipped policy ratio.
Objective simplificada:
Maximize esse surrogate, ou minimize seu negativo. Rollouts são amostrados da policy de coleta congelada \(\pi_{old}\), com vantagens tratadas como fixas durante o update. Essa policy tem papel diferente da reference policy \(\pi_{ref}\) usada na regularização RLHF.
Historicamente importante, porém infraestrutura de actor/critic/reward/reference torna o pipeline complexo.
17. Direct Preference Optimization — DPO¶
DPO elimina o reward model explícito no loop de otimização.
Uma forma canônica por par, com \(\beta>0\) e probabilidades positivas para as respostas comparadas nas duas policies:
Knobs fundamentais:
- \(\beta\);
- preference dataset;
- reference policy;
- sequence length;
- chosen/rejected quality.
18. KTO / ORPO / offline preference families¶
A ideia importante não é decorar siglas.
É perguntar:
- usa pairwise preference?
- exige reference model?
- otimiza odds/log-ratio diretamente?
- combina SFT e preference penalty?
- é offline ou coleta novas trajectories?
ORPO, por exemplo, integra preference penalty no próprio SFT e evita reference model separado.
KTO trabalha com sinais desirable/undesirable inspirados em utility asymmetry em vez de exigir pares perfeitos.
A taxonomia é mais durável que a sigla.
19. Online RL com reward verificável¶
Em tarefas com checker:
ou reward contínuo derivado do ambiente.
Exemplos naturais:
- matemática;
- código/testes;
- puzzles;
- tool tasks com state transition verificável.
Isso reduz dependência de judge subjetivo, mas somente para propriedades cobertas pelo verifier.
20. GRPO — group-relative optimization¶
Para um prompt, gere grupo:
Rewards:
Uma vantagem group-normalized conceitual:
A vantagem relativa reduz necessidade de critic explícito.
Failure surface importante:
se todos os rewards são idênticos e \(\epsilon>0\):
Dispersão muito menor que \(\epsilon\) também atenua o sinal normalizado. Desvio-padrão pequeno em valor absoluto, sozinho, não implica vantagens pequenas: quando supera o estabilizador, a normalização pode preservar sinal relativo de ordem um e também amplificar ruído do reward.
21. DAPO — leitura como sistema, não como buzzword¶
DAPO surgiu como uma evolução prática de large-scale RL, combinando decisões de clipping/sampling e tratamento token-level para melhorar estabilidade/eficiência em treino de reasoning.
A lição generalizável:
Ela depende de:
- sampling distribution;
- dynamic filtering;
- reward design;
- clipping;
- rollout length;
- infrastructure.
22. GSPO — sequence-level ratio¶
GSPO substitui razão token-level por uma razão normalizada no nível da sequência:
ou:
Isso é especialmente relevante para MoE RL, onde token-level routing differences podem tornar importance ratios frágeis.
Snapshot 2026: GSPO permanece um exemplo importante de como unidade estatística do update pode ser tão importante quanto reward function.
23. On-policy versus off-policy¶
On-policy¶
Dados vêm da policy atual:
Pros:
- signal alinhado ao comportamento atual.
Cons:
- caro;
- rollout infrastructure;
- instabilidade.
Off-policy / offline¶
São eixos diferentes. Aprendizado off-policy atualiza uma policy alvo com dados de outra policy de comportamento; ainda pode coletar experiência nova online, por exemplo com replay.
Aprendizado offline usa dataset fixo, pré-coletado, sem nova interação:
Vantagens potenciais de um dataset fixo:
- reutilização da experiência coletada;
- menor custo de coleta adicional;
- comparação controlada e reproduzível dos dados.
Riscos:
- distribution mismatch;
- extrapolation error e otimização instável.
Aprendizado off-policy ou offline não é inerentemente barato ou estável; o custo total também inclui aquisição de dados e otimização.
24. Reward hacking e overoptimization¶
Se reward model é proxy:
então aumentar otimização pode eventualmente produzir:
Esse é um caso de Goodhart.
Veja 12_REWARD_VERIFIER_JUDGE_DATASHEET.
25. PEFT — a ideia matemática¶
Full fine-tuning:
com \(\Delta W\) irrestrito.
PEFT restringe a atualização a um subespaço parametrizado menor.
26. LoRA¶
Para:
LoRA usa:
com:
onde:
Update:
ou scaling variante conforme implementação.
27. LoRA trainable parameter count¶
Aproximadamente:
por matriz alvo.
Logo:
se \(r\) é pequeno.
28. LoRA knobs¶
| Parâmetro | Tag | Controle |
|---|---|---|
r |
TRAIN |
capacidade do subespaço de update |
alpha |
TRAIN |
scaling do update |
| target modules | TRAIN |
quais matrizes recebem adapters |
| dropout | TRAIN |
regularização |
| initialization | TRAIN |
condição inicial da adaptação |
| bias training | TRAIN |
se biases também mudam |
Não existe rank universalmente ideal.
29. Target modules¶
Em Transformer podem incluir:
- Q;
- K;
- V;
- O;
- gate/up/down projections;
- embeddings/output em casos específicos.
Mais módulos:
mas também:
30. QLoRA¶
Ideia:
base weights: quantized + frozen
↓
forward/dequant compute
↓
train LoRA adapters
A base é excluída das atualizações de parâmetros:
Os adapters \(A,B\) são otimizados. Congelar a base não significa que a derivada matemática da loss em relação aos pesos seja zero; os gradientes dos pesos da base não são acumulados para otimização. Gradientes dos adapters também podem ser zero em determinados passos: na inicialização padrão \(B=0\), o gradiente inicial da loss em relação a \(A\) é zero.
QLoRA reduz drasticamente memória do frozen base, mas treino continua exigindo:
- activations;
- adapter gradients;
- optimizer state dos adapters;
- temporary dequant buffers.
Logo:
31. DoRA¶
DoRA separa magnitude e direção do peso.
Na convenção de camada linear \(W,V\in\mathbb R^{d_{out}\times d_{in}}\) e com vetor de magnitude \(m\in\mathbb R^{d_{out}}\), a decomposição para linhas não nulas de \(V\) é:
Cada linha de saída é normalizada ao longo da dimensão de entrada; sua magnitude é aplicada por broadcasting nessa linha. Uma convenção de pesos transposta expressa a mesma operação por coluna. A direção recebe adaptação low-rank; magnitude é aprendida separadamente. Normas de linha zero exigem convenção numérica explícita na implementação.
Objetivo: aproximar mais a liberdade do full fine-tuning mantendo PEFT.
Trade-off:
- maior flexibilidade;
- overhead maior que LoRA puro.
32. LoRA initialization virou um eixo real¶
Implementações modernas suportam estratégias como:
- default no-op;
- Gaussian;
- PiSSA;
- EVA;
- LoftQ-oriented initialization;
- CorDA-like variants.
A escolha pode afetar:
Portanto “LoRA” não define sozinho a dinâmica.
33. Adapter composition¶
Adapters podem ser:
- carregados separadamente;
- ponderados;
- combinados;
- merged nos pesos.
A soma linear:
pode gerar interferência.
Não assuma composicionalidade perfeita.
34. Model merging — espaço de parâmetros¶
Com checkpoints \(\theta_i\):
Linear merge¶
com pesos normalmente normalizados.
35. Task vectors¶
Com base \(\theta_0\):
Merge:
Essa visão permite tratar fine-tuning como vetor de deslocamento no parameter space.
36. TIES / DARE¶
TIES busca reduzir interferência via:
- sparsification;
- sign consensus;
- merge apenas de deltas compatíveis.
DARE usa random drop + rescaling de deltas antes de merge.
A ideia geral:
pode tornar média simples destrutiva.
37. SLERP e geometria de merge¶
SLERP interpola em uma geometria esférica entre vetores.
Para dois vetores unitários com ângulo \(\omega\):
Aqui \(t\in[0,1]\) e \(0<\omega<\pi\). Endpoints coincidentes usam o limite contínuo; endpoints antípodas não determinam arco único de interpolação. A implementação precisa tratar explicitamente \(\sin\omega\) zero ou numericamente próximo de zero.
Útil quando linear interpolation não preserva bem magnitude/direção.
38. Compatibilidade de merge¶
Antes de fundir modelos, verificar:
- arquitetura;
- tensor shapes;
- tokenizer;
- vocabulary size/order;
- rope/position config;
- normalization;
- base lineage.
39. Knowledge distillation¶
Teacher:
Student:
Uma loss típica:
Aqui \(T>0\) é distillation temperature, novamente diferente de sampling temperature, e \(\lambda\in[0,1]\). O teacher é fixo e as duas distribuições usam o mesmo suporte de categorias; em distilação token-level isso exige vocabulários compatíveis ou alinhamento explícito. Sequence-level distillation pode ser usada quando não há logits diretamente alinhados.
40. Sequence-level distillation¶
Em modelos generativos, frequentemente teacher produz trajectories:
que viram dados para student:
Isso é behavior distillation, mesmo sem logits do teacher.
41. Reasoning distillation¶
Teacher gera:
Student aprende traces ou respostas filtradas.
Risco:
Por isso verifier/filtering é central.
42. On-policy distillation¶
Student gera sua própria trajectory; teacher fornece distribuição/feedback sobre estados visitados pelo student.
Vantagem:
reduz mismatch entre:
e:
É uma tendência forte em toolkits modernos de post-training.
43. Dataset distillation¶
Em vez de comprimir apenas o modelo, tenta-se construir dataset compacto:
tal que treino nele aproxime treino em:
Esse é um eixo separado de knowledge distillation.
44. Pruning¶
Mask:
com:
Unstructured¶
Pesos individuais removidos.
Structured¶
Remove:
- heads;
- neurons;
- channels;
- layers;
- experts.
Structured pruning tende a mapear melhor para hardware comum.
45. Sparsity não implica speedup¶
se kernels/hardware não explorarem o padrão de sparsity.
Sempre distinguir:
de:
e:
46. Continual learning¶
Nova distribuição \(D_{new}\) pode melhorar tarefa nova e prejudicar antiga.
Catastrophic forgetting:
Contramedidas incluem:
- replay;
- regularization;
- adapters separados;
- mixture de dados;
- lower LR;
- selective freezing.
47. Curriculum¶
Distribuição de dados varia com tempo:
em vez de ser constante.
Curriculum pode organizar por:
- dificuldade;
- comprimento;
- domínio;
- reward;
- confidence;
- stage.
A ordem de exposição vira parte do algoritmo.
48. Long-context training¶
Aumentar sequence length afeta:
- position system;
- activations;
- attention cost;
- optimizer throughput;
- packing;
- loss normalization.
Treinar em 1M tokens não é simplesmente mudar max_seq_len.
Tooling contemporâneo já trata explicitamente loss, positions, activation memory e single-GPU sequence memory como gargalos separados.
49. Multimodal adaptation¶
Para VLM:
vision encoder
↓
projector / connector
↓
LLM
Podemos:
- congelar vision encoder;
- treinar apenas projector;
- treinar LLM + projector;
- fine-tune tudo.
Cada escolha muda:
e risco de destroying pretrained representations.
Veja 10_MULTIMODAL_VLM_OMNI_DATASHEET.
50. Diffusion/flow adaptation¶
LoRA também é comum em:
- attention projections;
- text encoders;
- DiT blocks.
O mesmo conceito low-rank permanece, mas a função-objetivo e os observáveis são diferentes de LLM SFT.
Veja 04_IMAGE_GENERATION_DIFFUSION_FLOW_DATASHEET.
51. Data quality feedback loop¶
Um sistema maduro:
train
↓
evaluate
↓
find failure clusters
↓
collect / generate targeted data
↓
filter / verify
↓
retrain
Isso é active data engineering.
O benchmark passa a orientar aquisição de dados.
Risco: overfit ao benchmark.
52. Observáveis de treinamento¶
Nunca acompanhar apenas loss.
Optimization¶
- train loss;
- eval loss;
- gradient norm;
- parameter norm;
- learning rate;
- clipping fraction.
Throughput¶
- tokens/s;
- samples/s;
- step time;
- MFU/compute utilization quando disponível.
Memory¶
- allocated;
- reserved;
- peak;
- activation/offload.
RL¶
- reward mean/std;
- KL;
- entropy;
- response length;
- zero-variance groups;
- clipped fraction;
- success rate.
53. Loss curve ≠ capability curve¶
não garante:
especialmente em:
- overfit;
- misaligned objective;
- contaminated eval;
- preference overoptimization.
A avaliação deve medir o comportamento desejado diretamente.
54. Training parameter coupling matrix¶
| ↑ variável | Efeito primário | Efeito secundário comum |
|---|---|---|
| batch/tokens update | gradiente menos ruidoso | pode exigir LR diferente |
| LR | magnitude update ↑ | instabilidade/forgetting ↑ |
| context length | informação por sample ↑ | memory/compute ↑ forte |
| LoRA rank | adaptation capacity ↑ | trainable memory ↑ |
| LoRA targets | degrees of freedom ↑ | interference/overfit ↑ |
| preference beta | constraint/strength muda | style/capability trade-off |
| RL group size | reward-relative estimate melhora | rollout cost ↑ |
| rollout length | exploration/horizon ↑ | cost/variance ↑ |
| KL penalty | policy drift ↓ | exploration/capability gain pode ↓ |
| distill temperature | soft target smoothness muda | dark-knowledge transfer muda |
Relações não são universalmente monotônicas.
55. Failure surfaces¶
Optimization divergence¶
- NaN;
- loss explosion;
- gradient explosion.
Catastrophic forgetting¶
Tarefa nova cresce; antigas caem.
Mode/style collapse¶
Responses convergem para template estreito.
Reward collapse¶
Reward sobe enquanto qualidade real cai.
Data contamination¶
Eval deixa de ser diagnóstico válido.
Synthetic monoculture¶
Diversidade diminui.
Overfitting¶
Merge interference¶
Competências individuais se anulam.
56. Local hardware reality¶
No seu tipo de bancada, diferencie:
Inference feasible¶
de:
Full training feasible¶
Uma GPU que roda Q4 de um 12B não necessariamente consegue treinar esse 12B.
Avalie a viabilidade separadamente em pico de VRAM, tempo de execução e suporte do runtime:
- para o mesmo base model, adapter targets, batch e sequence length, QLoRA normalmente reduz a memória dos pesos da base em relação a LoRA com base BF16/FP16;
- metadados de quantização, dequant buffers, activations e suporte de kernels ainda afetam VRAM total e tempo; menor memória dos pesos da base não garante treino mais rápido;
- prompt tuning e adapters pequenos reduzem o estado treinável, mas ainda exigem a base e as activations necessárias para treinar esses parâmetros;
- full fine-tuning acrescenta gradients e optimizer states dos parâmetros atualizados da base, enquanto pretraining também depende fortemente do volume de dados e do orçamento de compute.
Não há ordem universal desses métodos entre todos os hardwares, modelos e sequence lengths.
Calcule antes:
57. Experimental protocol — fine-tuning¶
Ao comparar duas configurações:
Fixar:
- base checkpoint;
- tokenizer/template;
- dataset split;
- seed set;
- number of tokens;
- evaluation harness.
Variar apenas a hipótese de interesse.
Exemplo:
H0: r=16 e r=64 não alteram qualidade de domínio de forma relevante.
control:
base model
dataset
target modules
LR
steps
seed set
variable:
LoRA rank
observe:
validation loss
target benchmark
forgetting benchmark
peak VRAM
training time
Veja 17_EVALUATION_BENCHMARK_EXPERIMENTATION_DATASHEET.
58. Provenance tags específicas deste documento¶
Além das tags globais:
| Tag | Significado |
|---|---|
DATA |
composição/transformação dos dados |
TRAIN |
hyperparameter de treinamento |
ALIGN |
preference/reward/alignment stage |
PEFT |
parameter-efficient adaptation |
DISTILL |
knowledge/dataset distillation |
MERGE |
parameter/model merging |
Veja CONVENTIONS.
59. Snapshot SOTA 2026¶
A fotografia relevante em outubro de 2026 é menos “qual algoritmo venceu” e mais uma convergência de práticas:
- SFT continua básico, mas post-training moderno separa offline preference methods, online RL e reward/verifier training.
- Tooling maduro expõe SFT, DPO, GRPO, KTO, RLOO, reward modeling e distillation como famílias distintas.
- RL de reasoning tornou rollout infrastructure, sampling e sequence-level statistics tão importantes quanto a loss nominal.
- GSPO popularizou a noção de sequence-level policy ratios como alternativa mais estável em certos regimes, especialmente MoE RL.
- PEFT deixou de ser sinônimo apenas de vanilla LoRA: DoRA, initialization strategies, adapter mixing e quantized training formam um espaço próprio.
- Model merging tornou-se engenharia prática com linear, SLERP, task arithmetic, TIES, DARE e variantes.
- Distillation moderna inclui logits, sequences, reasoning trajectories e on-policy teacher/student loops.
- Synthetic data exige curation/verifier; “gerar mais exemplos” não é uma política de dados suficiente.
60. Checklist de dissecação de qualquer checkpoint¶
- Qual é o base model?
- Qual tokenizer/template?
- Quantos tokens de pretraining?
- Qual mixture de dados?
- Qual objective?
- Houve continued pretraining?
- Houve SFT?
- A loss foi prompt+completion ou completion-only?
- Houve preference training?
- DPO/KTO/ORPO/RL/GRPO/GSPO ou equivalente?
- Qual reward/verifier?
- Online ou offline?
- Houve synthetic data?
- Houve distillation?
- É merge?
- Qual base lineage dos modelos merged?
- Houve pruning?
- Houve PEFT?
- LoRA rank/alpha/targets?
- Houve QLoRA/DoRA?
- Qual sequence length de treino?
- Qual optimizer/LR schedule?
- Qual benchmark guiou seleção?
- Há risco de contamination?
- Qual checkpoint é realmente servido na inferência?
61. Resumo mecânico¶
Este é um diagrama qualitativo de dependências. O símbolo de composição resume influências que interagem; não define lei quantitativa nem composição literal de funções matemáticas especificadas.
A arquitetura define o espaço possível.
Os dados e objetivos definem para onde o sistema é empurrado.
A otimização define a trajetória seguida.
O post-training define quais regiões do comportamento são reforçadas ou suprimidas.
Inferência apenas opera o sistema resultante.
Referências snapshot¶
- Direct Preference Optimization — https://arxiv.org/abs/2305.18290
- ORPO — https://arxiv.org/abs/2403.07691
- QLoRA — https://arxiv.org/abs/2305.14314
- DoRA — https://arxiv.org/abs/2402.09353
- DAPO repository/paper — https://github.com/BytedTsinghua-SIA/DAPO
- GSPO — https://arxiv.org/abs/2507.18071
- Hugging Face TRL docs — https://huggingface.co/docs/trl/index
- Hugging Face PEFT docs — https://huggingface.co/docs/peft/main/index
- Hugging Face PEFT LoRA — https://huggingface.co/docs/peft/main/package_reference/lora
- mergekit merge methods — https://github.com/arcee-ai/mergekit/blob/main/docs/merge_methods.md
- TIES-Merging — https://arxiv.org/abs/2306.01708
- DARE / Language Models are Super Mario — https://arxiv.org/abs/2311.03099
- Synthetic data generation/curation survey — https://arxiv.org/abs/2406.15126
- Knowledge & Dataset Distillation survey — https://arxiv.org/abs/2504.14772