Graph Foundation Models Datasheet v1.0¶
Texto é sequência. Imagem é grade. Grafo é relação. A posição de um nó não é seu índice no arquivo: é definida pela topologia e pelos atributos do sistema.
Relacionados: 01_GUT_GENERATIVE_AI_UNIFIED_ENGINEERING, 09_LOCAL_AI_INFERENCE_RUNTIME_DATASHEET, 11_EMBEDDING_RETRIEVAL_RERANKER_DATASHEET.
1. Estado fundamental¶
Grafo:
com:
- nós \(V\);
- arestas \(E\subseteq V\times V\).
Com atributos:
onde:
2. Tipos de grafo¶
- directed / undirected;
- weighted / unweighted;
- homogeneous / heterogeneous;
- static / temporal;
- signed;
- hypergraph;
- knowledge graph;
- molecular graph;
- web/social graph.
“Graph model” sem especificar o tipo é quase tão vago quanto “modelo de dados”.
3. Permutation invariance/equivariance¶
Se renomearmos os IDs dos nós por uma permutação \(P\), a semântica estrutural não muda.
Para graph-level prediction desejamos invariância:
Para node-level representation desejamos equivariância:
Essa é uma simetria fundamental que uma sequência comum não preserva automaticamente.
4. Message Passing Neural Network¶
Estado do nó \(v\) na camada \(l\):
Mensagem:
Update:
\(\bigoplus\) deve tipicamente ser permutation-invariant:
- sum;
- mean;
- max;
- attention aggregation.
5. Receptive field¶
Após 1 camada, nó vê 1-hop.
Após \(L\):
Mas vizinhança pode crescer exponencialmente:
com \(d\) como fator de ramificação efetivo em regime aproximadamente homogêneo e semelhante a árvore. Grau médio, sozinho, não limita a vizinhança de um nó: um hub pode ser muito maior. Limites exigem grau máximo ou fanouts explícitos de sampling, contabilizando nós repetidos.
Isso cria problemas de memória/sampling.
6. Oversmoothing¶
Com muitas camadas, embeddings podem convergir:
perdendo discriminabilidade.
Mais profundidade ≠ melhor automaticamente.
7. Oversquashing¶
Muita informação distante precisa atravessar bottleneck dimensional fixo:
Mesmo sem oversmoothing, capacidade de transportar dependências long-range pode colapsar.
É um problema topológico/informacional.
8. Graph Attention¶
Para aresta \((v,u)\):
Score:
Update:
Bias \(b_{vu}\) pode carregar estrutura/tipo/distância.
9. Graph Transformer¶
Transformer vanilla não conhece adjacency.
Precisamos injetar estrutura por:
- attention masks;
- shortest-path bias;
- edge encodings;
- degree encodings;
- Laplacian eigenvectors;
- random-walk features;
- structural tokens.
A pergunta fundamental:
10. Laplacian positional encoding¶
Nesta construção, assuma grafo não dirigido com adjacência simétrica não negativa \(A\), graus \(d_i=\sum_jA_{ij}\) e \(D=diag(d_i)\). A fórmula com inverso dos graus abaixo assume inicialmente \(d_i>0\) para todo nó; grafos assinados ou dirigidos exigem construção específica adequada.
Graph Laplacian:
ou normalizado:
Para incluir vértices isolados, defina \(S\) diagonal por \(S_{ii}=d_i^{-1/2}\) quando \(d_i>0\) e \(S_{ii}=0\) nos demais casos, e use:
Essa convenção produz linhas/colunas nulas nos vértices isolados, inclusive diagonal zero; coincide com a fórmula anterior nos nós de grau positivo.
Eigenvectors:
podem fornecer coordenadas espectrais.
Caveat¶
Eigenvectors possuem ambiguidades de sinal e degeneracies; arquitetura precisa tratar isso.
11. Random-walk structural encoding¶
Com pesos de linha não negativos \(A_{ij}\), faça \(D\) conter as somas das linhas (graus de saída em grafo dirigido). Se todos os graus de saída forem positivos, a matriz de transição é:
Se houver graus de saída zero, normalize cada linha de grau positivo como \(P_{ij}=A_{ij}/d_i\) e atribua a cada nó de grau zero uma linha absorvente: \(P_{ii}=1\) e \(P_{ij}=0\) para \(j\ne i\). Outras políticas para dangling nodes devem ser declaradas. Cada linha passa a somar um; pesos negativos não podem ser usados diretamente como probabilidades de transição. As entradas abaixo dão probabilidades de transição após \(k\) passos (a diagonal contém probabilidades de retorno):
carregam informação estrutural local/global.
12. Heterogeneous graphs¶
Tipos:
Mensagem pode depender da relação:
Knowledge graphs são caso natural.
13. Temporal graphs¶
Aresta possui timestamp:
Estado passa a depender de eventos:
Agora temos simultaneamente:
- topologia;
- tempo;
- memória.
14. Node-level tasks¶
Exemplos:
- classificação;
- regressão;
- anomaly/fraud score.
15. Edge / link prediction¶
Aqui \(X\) contém apenas atributos disponíveis ao preditor; \(E_{obs}\) é seu contexto observado e \(E_{target}\) define rótulos de predição. Modele:
Declare splits de arestas de treino/validação/teste e calcule embeddings a partir do contexto permitido. Oculte as arestas alvo avaliadas, inclusive cópias reversas de relações não dirigidas, do message passing e de features derivadas. Predição temporal usa somente informação disponível até o cutoff para prever arestas posteriores. Condicionar no grafo completo que já contém a aresta consultada tornaria conhecida sua pertinência.
Score simples:
ou MLP/bilinear/relation-aware.
Negative sampling é parte crítica do treinamento.
16. Graph-level prediction¶
Readout:
Readout deve respeitar permutation invariance.
Depois:
Ex.: propriedade molecular.
17. Graph generation¶
Queremos:
ou condicional:
Pode decompor em:
- node generation;
- edge generation;
- adjacency generation;
- graph diffusion;
- autoregressive graph construction.
O estado não é uma sequência natural; qualquer serialização impõe ordem artificial.
18. Autoregressive graph generation¶
Para uma serialização discreta válida e terminante \(S=(action_1,\ldots,action_T)\), incluindo a ação stop:
com ações:
- add node;
- add edge;
- set attribute;
- stop.
Diferentes ordens de ações podem representar o mesmo grafo. Para um modelo com suporte em sequências válidas e terminantes, o marginal do grafo é:
O decoder deve fixar o que conta como o mesmo grafo (incluindo eventual equivalência por renomeação dos nós). Identificar esse marginal com a probabilidade de uma única sequência exige bijeção canônica e suporte do modelo restrito a sequências canônicas; escolher uma ordem de treino, sozinho, não estabelece essa identidade.
19. Graph diffusion¶
Pode-se corromper:
- node attributes;
- edge states;
- adjacency;
- coordinates em moléculas/3D.
Depois denoise:
Precisa respeitar constraints estruturais/discretas.
20. Graph tokenization¶
Foundation models precisam mapear grafos heterogêneos para uma interface compartilhável.
Possibilidades:
- node tokens;
- subgraph tokens;
- motif tokens;
- random-walk sequences;
- structural encodings + features;
- learned graph patches.
Não há tokenizer universal análogo a BPE.
21. Graph foundation model¶
Objetivo: aprender operador transferível entre grafos/tarefas:
Desafios:
- feature dimensions diferentes;
- node/edge semantics diferentes;
- graph size diferente;
- graph type diferente;
- task type diferente.
22. Feature projection¶
Novo grafo pode ter:
mas backbone espera \(d_h\).
Projector:
Se cada dataset exige projector novo, “foundation” perde parte do zero-shot ideal.
Acacia 2026 é relevante justamente por buscar aceitar dimensionalidades/semânticas arbitrárias sem treinar projectors adicionais.
23. In-context graph learning¶
Analogia:
ou exemplos de node/link tasks dentro do contexto estrutural.
Isso desloca adaptação de weight updates para inferência/contexto.
24. Sampling neighborhoods¶
Em grafo enorme, full neighborhood é inviável.
Fanout:
Para uma raiz, o último salto de uma árvore completa de sampling contém:
O total de todos os saltos, incluindo a raiz, é:
São ocorrências na árvore de sampling com todos os fanouts preenchidos. A contagem de nós distintos pode ser menor por sobreposição, amostras repetidas ou grau insuficiente; múltiplas raízes também podem compartilhar nós. Apenas o último produto é aproximação de ordem dominante somente em regimes adequados de fanout/profundidade.
Trade-off:
25. Full-batch vs mini-batch graph learning¶
Text/Image datasets têm exemplos relativamente independentes.
Grafo único gigante possui dependências compartilhadas.
Mini-batching exige:
- subgraph sampling;
- neighborhood sampling;
- cluster partitioning;
- graph batching.
Isso muda a engenharia de pipeline.
26. Memory scaling¶
Node states:
Edge states:
Aqui \(b\) é o número de bytes por escalar armazenado. Essas estimativas contam um conjunto de representações de nós/arestas; ativações por camada, gradientes, estado do otimizador, índices de adjacência e mensagens materializadas são custos separados. Attention global sobre todos os nodes possui contagem de pares:
é rapidamente inviável.
Para largura d e números de camadas/heads fixos, mistura de atenção esparsa ou agregação sobre arestas custa:
Essa conta exclui projeções, tipicamente \(O(|V|d^2)\), e funções de mensagem aprendidas; um MLP denso de largura d por aresta pode acrescentar \(O(|E|d^2)\). Materializar todas as mensagens pode consumir memória \(O(|E|d)\), enquanto implementações fundidas podem evitar esse tensor. Estimativas de compute e de estado armazenado são grandezas distintas.
27. Scaling laws em grafos¶
GraphBFF 2026 demonstra scaling previsível com capacidade/dados em regime de graph foundation model e treina Transformer de 1.4B parâmetros em 1B samples.
O insight relevante:
a antiga impressão de que “GNN não escala como Transformer” não pode mais ser usada como lei universal; arquitetura, batching e diversidade de pretraining mudam o regime.
28. Web graph as pretraining corpus¶
Acacia 2026 treina diretamente no Common Crawl web graph e demonstra:
- node classification;
- link prediction;
- clustering;
- graph generation;
- in-context behavior;
- sem depender de LLM pretraining.
Isso reforça que estrutura de grafo pode ser foundation signal por si só.
29. Graph + text multimodal¶
Muitos grafos têm node text:
Não confundir graph foundation model com “LLM serializando edges”.
Ambos podem coexistir.
30. Metrics¶
Node classification:
- accuracy/F1/AUC/PR-AUC.
Link prediction:
- Hits@K;
- MRR;
- ROC-AUC;
- PR-AUC.
Graph regression:
- MAE/RMSE.
Generation:
- validity;
- uniqueness;
- novelty;
- structural/property distributions.
31. Failure surfaces¶
- oversmoothing;
- oversquashing;
- neighborhood explosion;
- heterophily;
- feature semantic mismatch;
- projector dependence;
- graph size shift;
- degree distribution shift;
- temporal leakage;
- negative sampling bias;
- disconnected components;
- permutation/order artifacts em serialização;
- graph sparsification loss.
32. Checklist para dissecar graph FM¶
- Que tipo de grafo?
- Qual estado de node/edge?
- Message passing ou global attention?
- Como estrutura entra na atenção?
- Há positional/structural encoding?
- Qual receptive field?
- Como evita oversmoothing/oversquashing?
- Como mini-batching funciona?
- Há neighborhood sampling?
- Qual task interface?
- Aceita feature dims arbitrárias?
- Precisa projector/fine-tune por dataset?
- Faz in-context graph learning?
- Qual scaling em |V| e |E|?
- Qual custo de graph generation?
Referências snapshot¶
- Billion-Scale Graph Foundation Models / GraphBFF — https://arxiv.org/abs/2602.04768
- Acacia: Training Graph Foundation Models on The Web Graph — https://arxiv.org/abs/2609.30894