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Video Generation — Spatiotemporal Latent Datasheet v2.0

Vídeo não é “imagem + motion slider”. É geração sobre um estado espaço-temporal comprimido, onde identidade, geometria, câmera, movimento e eventualmente áudio precisam permanecer coerentes através de \(T\).

1. Tensor fundamental

Pixels:

\[ X\in\mathbb{R}^{B\times T\times H\times W\times C} \]

Após codec/VAE espaço-temporal:

\[ Z\in\mathbb{R}^{B\times T_l\times H_l\times W_l\times C_l} \]

2. Compressão espacial e temporal

Defina:

\[ r_s=\frac{H}{H_l}=\frac{W}{W_l} \]
\[ r_t=\frac{T}{T_l} \]

Quanto maior a compressão, menor o custo do denoiser/DiT, mas maior a carga colocada no decoder para reconstruir detalhes/movimento.

Insight

A resolução observável 1920×1080×N frames não é a dimensão diretamente processada pelo core model; o custo depende do latent token count.


3. Patchification

Se o latent é patchificado:

\[ N=T_pH_pW_p \]

Atenção global ingênua:

\[ O(N^2) \]

Por isso vídeo exige:

  • temporal compression;
  • factorized attention;
  • windowing;
  • sparse attention;
  • FlashAttention;
  • sequence parallelism.

PARTE I — GENERATION TOPOLOGY

4. Full-sequence generation

Todos os frames/latentes fazem parte do mesmo estado:

\[ Z_t=[z_t^1,z_t^2,\ldots,z_t^{T_l}] \]

Aqui \(t\) é o tempo de difusão/flow, enquanto o sobrescrito indexa as \(T_l\) posições temporais latentes após a compressão. O modelo pode denoise/transportar a sequência conjuntamente.

Consequência

Não existe lei matemática “último frame sempre é pior”.


5. Causal/chunked/continuation generation

Quando blocos futuros dependem explicitamente de outputs anteriores:

\[ Z_{chunk,k+1}\sim p(Z\mid Z_{chunk,\le k},C) \]

erros podem acumular:

\[ e_{k+1}=f(e_k,\ldots) \]

Aqui drift temporal acumulado é uma preocupação estrutural real.


PARTE II — MOTION E COHERENCE

6. Motion não é uma variável universal

motion_bucket_id/motion score existem em famílias específicas. O conceito físico universal é magnitude/complexidade da transformação temporal exigida pelo conditioning.

Quanto maior:

  • deslocamento;
  • deformação;
  • oclusão/desoclusão;
  • mudança de viewpoint;
  • interação multiobjeto;

maior a dificuldade de manter correspondência temporal.

Heurística, não lei

\[ Motion\ complexity\uparrow\Rightarrow Coherence\ risk\uparrow \]

mas a força da relação depende da arquitetura e do treino.


7. Optical-flow mental model

Para um ponto/feature:

\[ (x_t,y_t)\rightarrow(x_{t+1},y_{t+1}) \]

O modelo precisa inferir simultaneamente:

  • correspondence;
  • visibility;
  • deformation;
  • appearance consistency;
  • new content em áreas desocluídas.

“Melting” é falha de identidade/correspondence, não simplesmente “noise demais”.


PARTE III — CONDITIONING

8. Text-to-video

\[ C=C_{text} \]

Image-to-video

\[ C=\{C_{text},C_{image}\} \]

Start/end/keyframe conditioning

\[ C=\{frame_{start},frame_{end},keyframes,\ldots\} \]

Camera conditioning

Pode ser:

  • texto;
  • trajectory embedding;
  • pose matrices;
  • flow/depth/control representation.

“Pan/zoom” como botão é UI/pipeline; camera trajectory é o conceito geral.


9. Noise augmentation em I2V

Alguns pipelines adicionam noise à referência antes de condicionar/continuar.

Isso aumenta liberdade, mas não é universalmente parametrizado em 0..1.

Classificar como MODEL/PIPE.


PARTE IV — GUIDANCE

10. CFG em vídeo

Mesma formulação geral:

\[ f_g=f_u+s(f_c-f_u) \]

mas agora \(f\) atua sobre tensor espaço-temporal.

Guidance alto pode intensificar prompt adherence e simultaneamente amplificar inconsistências/oversharpening/flicker dependendo do modelo.


11. Spatio-Temporal Guidance — STG

Pipelines modernos podem criar uma prediction “degradada” perturbando self-attention/blocos e afastar a trajetória dela:

\[ f_{guided}=f_{base}+s_{stg}(f_{base}-f_{perturbed}) \]

A ideia é fortalecer estrutura/coerência espaço-temporal usando uma direção diferencial, análoga em espírito ao CFG mas com outra perturbação.

LTX-2.x expõe STG como controle explícito.


12. Modality Isolation Guidance

Em modelos conjuntos vídeo+áudio, uma prediction pode ser obtida com cross-modality attention desligada e usada como referência fraca:

\[ f_{guided}=f+ s_m(f-f_{isolated}) \]

Aqui \(s_m\) é um coeficiente abstrato de contraste: zero desativa esse termo. Ele não precisa coincidir com um slider da API; por exemplo, o modality_scale documentado do LTX-2 desativa isolation guidance em 1.0. Conferir a convenção do pipeline ao mapear controles para esta equação.

Isso mostra que guidance é uma família geral de contrastes entre predictions, não apenas prompt positivo vs negativo.


PARTE V — FPS

13. FPS observável vs latent temporal rate

FPS é uma propriedade do output:

\[ Duration=Frames/FPS \]

Mas custo do modelo depende de \(T_l\), não diretamente do FPS final quando há temporal compression/interpolation.

Não confundir

  • gerar 60 frames reais;
  • gerar 15 frames + interpolation 4×;
  • gerar latent temporally compressed e decodificar 60 frames.

São pipelines matematicamente diferentes.


14. Frame interpolation

Modelo separado pode estimar frames intermediários:

\[ I_{t+\alpha}=F(I_t,I_{t+1},\alpha) \]

Isso não aumenta a informação temporal original do generative core da mesma forma que gerar mais latent frames.


PARTE VI — DURATION E WINDOWING

15. Duração

\[ T=FPS\cdot duration \]

Mas latent frames:

\[ T_l\approx T/r_t \]

Long videos podem usar janelas:

\[ W_1,W_2,\ldots,W_k \]

com overlap:

\[ |W_i\cap W_{i+1}|>0 \]

Maior overlap pode ajudar a continuidade e costuma adicionar computação repetida para uma duração de saída fixa. O benefício depende de como as janelas são condicionadas e combinadas; a continuidade não melhora necessariamente de forma monotônica.


16. Drift em long-form

Possíveis causas:

  • causal chunking;
  • context truncation;
  • reference refresh;
  • accumulation de generated conditioning;
  • identity representation fraca;
  • shot changes.

A solução correta depende da topology, não de uma regra como “cortar o último segundo”.


PARTE VII — CAMERA

17. Camera vs object motion

Decomposição conceitual das fontes de movimento (a soma abaixo é esquemática, não uma identidade aditiva geral para movimento no plano da imagem):

\[ Motion_{observed}=Motion_{camera}+Motion_{objects}+deformation \]

A projeção depende conjuntamente de geometria, profundidade, pose da câmera e movimento dos objetos. Promptar tudo como uma frase deixa o modelo inferir esses fatores; control representations podem reduzir ambiguidade.


PARTE VIII — COMPUTE

18. Token count

\[ N=T_pH_pW_p \]

Dobrar duração mantendo tudo:

\[ N_{new}\approx2N_{old} \]

Atenção global ingênua:

\[ N^2\rightarrow4N^2 \]

Esse é o motivo estrutural para compressão e atenção fatorada.


19. Guidance cost

CFG + STG + modality guidance podem exigir múltiplos forwards por step.

\[ Cost_{model}\approx\sum_{j=1}^{NFE_{model}}C_j\approx NFE_{model}\,C_{forward} \]

Aqui custo significa computação do modelo por amostra gerada. \(NFE_{model}\) conta cada avaliação do modelo, incluindo branches separados de guidance, uma única vez; \(C_j\) é seu trabalho e \(C_{forward}\) supõe trabalho comparável por branch. Não multiplicar novamente pela quantidade de branches de guidance. Por exemplo, 20 steps Euler com dois branches de CFG exigem 40 avaliações do modelo. Colocar esses branches em batch pode mudar tempo de execução e memória sem eliminar seu trabalho aritmético.

Um slider de guidance pode portanto alterar qualidade e custo.


PARTE IX — COUPLING MATRIX

Tendências qualitativas dentro de um regime de operação adequado; as setas não são garantias de monotonicidade. Riscos ligados à duração referem-se à perda de coerência ou identidade em sequências mais longas.

Controle ↑ Motion freedom Temporal coherence Compute Identity
duration — risco de drift pode ↑ ↑ forte risco de drift pode ↑
resolution — risco indireto ↑ forte potencial ↑
I2V reference weight ↓ ↑ varia ↑
CFG aderência ↑ não monotônico ↑ pode ↑/↓
STG — potencial ↑ ↑ potencial ↑
overlap — ↑ ↑ ↑
interpolation smoothness ↑ não cria identidade ↑ pós ~

PARTE X — COMFYUI

20. Nós a procurar conceitualmente

  • video VAE/codec;
  • frame/latent dimensions;
  • model/DiT;
  • text/reference conditioning;
  • sampler/scheduler;
  • CFG/STG/custom guider;
  • continuation/keyframe controls;
  • VAE decode;
  • interpolation/upscale.

O parâmetro que parece “motion” pode estar implementando conditioning, noise augmentation, temporal schedule ou apenas prompt convention. Verificar o node/model documentation.


PARTE XI — DIAGNÓSTICO

Sintoma Investigar
face drift identity conditioning/windowing/model
flicker temporal model/guidance/decoder
câmera “derrete” cena camera conditioning + motion complexity
último chunk degrada causal continuation/error accumulation
OOM T×H×W latent tokens / activations
áudio fora de sincronia cross-modal conditioning/guidance

21. Snapshot 2026

LTX-2.x expõe um stack moderno de vídeo+áudio com DiT, CFG, STG e modality-isolation guidance separados por modalidade. Isso é uma boa demonstração de por que o antigo “motion score + CFG + FPS” já não descreve a máquina inteira.

Referências

  • LTX-2 Diffusers — https://huggingface.co/docs/diffusers/main/api/pipelines/ltx2
  • CogVideoX — https://arxiv.org/abs/2408.06072