Agent & Action Control System Datasheet v2.0¶
Um agente não é um “LLM que chama funções”. É um sistema de controle fechado no qual um modelo escolhe ações, um ambiente muda de estado e novas observações realimentam a política.
1. Loop fundamental¶
Isso é um sistema dinâmico com feedback.
PARTE I — AÇÕES¶
2. Action space¶
Cada tool possui schema:
Não existe “invocation threshold” universal¶
Algumas aplicações podem ter um classificador/confidence threshold, mas em muitos sistemas a seleção de ferramenta é diretamente uma decisão da policy/modelo.
Classifique threshold como PIPE/UI, nunca ARCH universal.
3. Tool choice¶
Possíveis regimes:
auto;- tool específica forced;
- “must use a tool”;
- text-only;
- policy externa.
Isso restringe o action space:
PARTE II — STRUCTURED OUTPUT¶
4. Schema constrained decoding¶
Conjunto de strings válidas:
Durante decode:
Aqui \(x_{<t}\) é o prefixo de tokens emitido, \(\circ\) acrescenta um token e \(Pref(L)\) contém prefixos de strings que ainda podem ser completados para um membro de \(L\). A máscara depende, portanto, do estado atual do parser/tokenizer. Adicione EOS a \(V_t\) somente quando o prefixo decodificado já pertencer a \(L(Schema)\).
Mascare logits proibidos com menos infinito e renormalize. Se nenhuma continuação admissível tiver probabilidade positiva, falhe sem efetivar uma saída. Com enforcement correto, uma saída concluída pode ter validade sintática/estrutural garantida; um prefixo truncado não é uma saída válida concluída.
Mas:¶
Exemplo: {"amount": 1000000} pode ser JSON/schema perfeito e ainda ser uma ação absurda ou não autorizada.
5. Quatro níveis de validade¶
- Syntax — parseia?
- Schema — campos/tipos válidos?
- Semantic — argumentos fazem sentido?
- Authorization/Safety — ação deve ser executada?
PARTE III — STATE¶
6. Histórico não é apenas “N turns”¶
Estado útil pode incluir:
Histórico deve ser state representation, não simplesmente quantidade fixa de mensagens.
7. State compression¶
Long-running agents precisam comprimir:
Risco:
Guardar IDs, handles, invariants e decisões é geralmente mais seguro que resumir tudo em prosa.
PARTE IV — PLANNING¶
8. Plan vs policy¶
Planejamento explícito:
Política reativa:
Agentes robustos frequentemente combinam plano + replanning após observação.
Importante¶
“Forçar chain-of-thought visível” não é condição universal para melhor planejamento. O relevante é a capacidade do sistema de decompor, verificar e corrigir ações.
9. Horizon¶
Quanto maior o número de passos:
Mesmo 99% de sucesso por etapa:
Trajetórias longas amplificam pequenas taxas de erro.
Engenharia¶
Reduzir número de ações e aumentar verificabilidade por ação pode ser mais valioso que “modelo mais inteligente”.
PARTE V — RETRIES¶
10. Retry policy¶
Retries não devem ser apenas max_retries=3.
Definir:
- retryable errors;
- backoff;
- idempotency;
- max attempts;
- mutation detection;
- alternative strategy.
Perigo¶
Repetir ação não idempotente:
pode duplicar pagamentos, mensagens, uploads etc.
11. Idempotency¶
Ideal:
Quando impossível, usar idempotency key/transaction ID e verificar estado antes de retry.
PARTE VI — TRANSACTIONS E ROLLBACK¶
12. Prepare → validate → commit¶
Para ações críticas:
Separar geração da ação de sua execução.
Rollback¶
Se operação tem inversa:
registrar como parte do plano.
Nem toda ação é reversível.
PARTE VII — HUMAN IN THE LOOP¶
13. HITL deve ser baseado em risco¶
Não simplesmente True/False global.
Um possível score HEURISTIC de priorização:
Exigir aprovação quando:
Defina as escalas dos fatores, o evento de erro, o contexto e o limiar para a aplicação. Esse produto não é probabilidade calibrada nem medida universal de risco validada. Restrições de capability e regras de aprovação/bloqueio para alto impacto se aplicam independentemente: score baixo ou alta reversibilidade não podem anular esses gates. Autorização e danos transitórios continuam relevantes mesmo quando a ação é reversível.
Exemplos de alto risco¶
- enviar externamente;
- deletar;
- gastar dinheiro;
- alterar permission;
- publicar;
- executar código privilegiado.
PARTE VIII — CAPABILITIES¶
14. Least privilege¶
A policy não deve receber ferramenta que não precisa.
Quanto maior \(|\mathcal A|\), maior o espaço de decisões e a superfície de ataque.
15. Sandbox¶
Separar:
- read;
- write;
- execute;
- network;
- secrets;
- destructive operations.
Tool description não é mecanismo de segurança. Enforcement precisa existir fora do LLM.
PARTE IX — PROMPT/TOOL INJECTION¶
16. Data can contain instructions¶
Webpages, emails, docs e tool results são inputs potencialmente adversariais.
Princípio:
O agente deve manter hierarquia de instruções/capabilities fora do conteúdo recuperado.
PARTE X — COMPUTER USE¶
17. GUI action loop¶
Observação visual:
Ação:
Fluxo esquemático de atualização da tela (a aplicação também possui estado oculto):
Sources of error¶
- localization;
- stale screen;
- animation;
- focus;
- hidden state;
- ambiguous controls.
Computer use possui observabilidade menor que API estruturada. Preferir API/tool quando disponível.
PARTE XI — VOICE-TO-ACTION¶
18. Pipeline correto¶
Latência total para etapas sequenciais sem sobreposição; streaming/pipelining exige contabilizar a sobreposição:
VAD é um subsistema de entrada, não parâmetro de “LAM”.
PARTE XII — MCP¶
19. MCP como protocolo, não inteligência¶
MCP padroniza conexão entre hosts e sistemas de dados/tools. Não torna o modelo semanticamente mais confiável.
Na spec 2026-07-28, o core passou a ser stateless no protocolo, adicionou Multi Round-Trip Requests, routing por headers, caching de list results, framework de extensions e Tasks como extensão.
Implicação arquitetural¶
Separar:
from
MCP resolve interoperabilidade e lifecycle/protocol concerns; decisão/segurança ainda pertence ao sistema agentic.
PARTE XIII — OBSERVABILIDADE¶
20. Métricas essenciais¶
- tool selection accuracy;
- schema-valid rate;
- semantic-valid rate;
- success/task completion;
- retries/action;
- steps/task;
- tokens/task;
- irreversible actions;
- rollback rate;
- permission denials;
- wall time;
- cost.
Não confundir¶
Um agente “ativo” pode simplesmente estar errando muito.
PARTE XIV — COUPLING MATRIX¶
| Controle ↑ | Autonomia | Success potencial | Risco | Custo |
|---|---|---|---|---|
| tool set size | ↑ | pode ↑ | ↑ | ↑ decision complexity |
| max steps | ↑ | ↑ até plateau | ↑ | ↑ |
| retries | ↑ | ↑ em falha transitória | ↑ duplicação | ↑ |
| HITL | ↓ autonomia | ↑ safety | ↓ | ↑ latência humana |
| schema strictness | ↓ malformed calls | ~ semantic | ↓ syntax risk | pequeno |
| state compression | ~ | pode ↓ | informação perdida ↑ | ↓ context cost |
PARTE XV — FAILURE DIAGNOSTICS¶
| Sintoma | Camada |
|---|---|
| JSON inválido | constrained decoding/schema |
| argumento inventado | semantic policy/missing-data handling |
| chama tool errada | tool selection/descriptions/context |
| repete ação | state/idempotency/retry |
| perde arquivo/ID | state representation |
| ação perigosa | capability/HITL/enforcement |
| browser entra em loop | observability/stale UI/horizon |
21. Snapshot 2026¶
MCP 2026-07-28 é a fotografia mais importante da infraestrutura agentic aberta atual: core stateless, explicit state handling, Multi Round-Trip Requests, extensões formais e Tasks. Isso reforça a mudança de mentalidade: “action model” não é uma categoria isolada de checkpoint; é um control system + protocol + environment + policy.
Referências¶
- MCP 2026-07-28 — https://blog.modelcontextprotocol.io/posts/2026-07-28/
- MCP TypeScript SDK v2 — https://ts.sdk.modelcontextprotocol.io/v2/